Hapvida amplia atendimentos gratuitos ao SUS por meio do programa Agora Tem Especialistas

 

A operadora de planos de saúde Hapvida ampliou sua atuação no atendimento gratuito a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) no estado do Rio de Janeiro, por meio do programa federal Agora Tem Especialistas, do Governo Federal. A iniciativa permitirá a realização de mais de 3,7 mil cirurgias e procedimentos especializados por ano, sem custo para a população, a partir da conversão de R$ 4,8 milhões em dívidas de ressarcimento ao SUS em serviços de saúde.

Os contratos foram assinados pelo ministro da Saúde em exercício, Adriano Massuda, e pela operadora. O modelo adotado é considerado pioneiro no sistema de saúde brasileiro, pois permite que operadoras privadas transformem dívidas com o SUS — geradas quando procedimentos de seus beneficiários são realizados na rede pública — em atendimento direto à população usuária do SUS, fortalecendo a rede pública e reduzindo filas.

No Rio de Janeiro, quatro hospitais privados da Hapvida passaram a atender gratuitamente pacientes do SUS em especialidades como ginecologia, cardiologia, oncologia e ortopedia. As unidades estão localizadas em Niterói, Rio de Janeiro (capital) e Duque de Caxias, oferecendo cerca de 315 atendimentos mensais. Entre os procedimentos previstos estão cirurgias cardíacas, como angioplastia com implante de stent, e cirurgias ortopédicas, como correção de rotura de menisco.

 

Sobre a parceria 

 

A ação ocorre em parceria com a Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro e com a Secretaria Municipal de Saúde de Niterói, responsáveis pelo encaminhamento dos pacientes. Em Niterói, além das cirurgias, serão ofertadas Ofertas de Cuidados Integrados (OCIs), que incluem consulta inicial, exames diagnósticos e retorno médico, totalizando 3.180 procedimentos ambulatoriais, com foco na saúde da mulher, ortopedia, exames de imagem e avaliação de risco cirúrgico.

Mensalmente, a Hapvida converterá aproximadamente R$ 365 mil em dívidas federais em atendimentos de saúde. A operadora já havia iniciado sua participação no programa em 2025, com exames e cirurgias realizados no Hospital Ariano Suassuna, em Recife (PE).

Além da Hapvida, o programa Agora Tem Especialistas já conta com a adesão de grandes grupos hospitalares privados, como a Rede D’Or e o Grupo Athena, além de hospitais filantrópicos. Até o fim de 2025, 28 hospitais privados haviam convertido cerca de R$ 150 milhões em consultas, exames e cirurgias para o SUS, com previsão de alcançar R$ 200 milhões em novas contratações ainda em janeiro de 2026.

A Rede D’Or, por exemplo, reforçou o atendimento público com hospitais no Rio de Janeiro e em Niterói, realizando cirurgias cardiológicas complexas, como revascularização do miocárdio. Já o Grupo Athena passou a oferecer procedimentos como colecistectomia, hernioplastia, artroplastia e vasectomia em unidades da Bahia, Maranhão e Piauí.

 

Sobre os investimentos do programa 

 

O programa também investe em unidades móveis de saúde, conhecidas como carretas de atendimento, que levam exames e procedimentos especializados a regiões de difícil acesso. Atualmente, 41 carretas estão em operação em todo o país, com foco em saúde da mulher, exames de imagem e oftalmologia. Essas ações já permitiram que oito municípios zerassem filas de espera, especialmente para exames de câncer de mama, tomografias e cirurgias de catarata. Mais de 1,2 mil cirurgias oftalmológicas já devolveram a visão a pacientes do SUS.

Durante a agenda em Niterói, o ministro Adriano Massuda também visitou o Hospital Municipal Oceânico Dr. Gilson Cantarino, que realizou um mutirão de exames e cirurgias em parceria com o programa. Somente em um dia, cerca de 150 pacientes foram atendidos, e entre janeiro e outubro de 2025 a unidade realizou mais de 1,2 mil cirurgias adicionais pelo SUS.

Segundo o ministro, o Agora Tem Especialistas representa um marco na reconstrução e fortalecimento do SUS, ao integrar esforços federais, estaduais, municipais e da iniciativa privada, reduzindo a demanda reprimida e aproximando o atendimento especializado da população. Até o fim de 2026, o governo federal prevê a circulação de 150 unidades móveis de saúde em todo o país, ampliando ainda mais o acesso a serviços especializados.