Venda da Amil avança para estruturação financeira com apoio dos maiores bancos do país

 

A negociação para a venda da Amil entrou em uma nova e importante fase. Os fundos de private equity Bain Capital e Advent iniciaram conversas com os quatro maiores bancos privados do país — Itaú Unibanco, Bradesco, Santander e BTG Pactual — para estruturar o financiamento da operação. O negócio é estimado em até R$ 20 bilhões.

Embora as tratativas ainda sejam consideradas preliminares, a busca ativa por linhas de crédito robustas sinaliza que o processo está bem mais maduro e avançado do que as tentativas anteriores de mercado.

 

Os modelos de negócio em mesa

 

Até o momento, os fundos investidores avaliam dois caminhos principais para a transação, sem que haja um martelo batido sobre qual formato será adotado:

 

O fator da virada: A forte recuperação financeira da operadora

 

O apetite dos investidores pela Amil em 2026 reflete um cenário drasticamente diferente daquele de 2023, ano em que Júnior comprou a operadora da gigante americana UnitedHealth. De lá para cá, uma profunda reestruturação interna saneou as finanças da empresa, revertendo prejuízos e gerando valor de mercado.

 

Os números que atraem os bancos e fundos impressionam:

 

Consolidação e o momento áureo da saúde suplementar

 

A movimentação em torno da Amil não acontece de forma isolada, mas sim no topo de uma forte onda de fusões e aquisições (M&A) no setor de saúde brasileiro. De acordo com dados da consultoria KPMG, as transações no setor vêm crescendo de forma consistente ano a ano.

Essa corrida dos investidores busca, prioritariamente, grupos robustos que consigam integrar toda a cadeia — planos de saúde, hospitais e laboratórios.

 

A escala monumental da Amil

 

Mesmo diante dos desafios recentes do setor de saúde suplementar, a Amil preserva uma infraestrutura e capilaridade gigantescas no território nacional, contando atualmente com:

O veredito do mercado: A combinação entre a rápida virada financeira, a enorme escala nacional e a recente integração vertical com os ativos de hospitais da Dasa devolveram à Amil o status de ativo altamente competitivo e estratégico, justificando o forte interesse dos maiores fundos e bancos do país.

 

 

Fonte:

https://economicnewsbrasil.com.br/2026/07/14/venda-amil-financiamento-bain-advent/